O noticiário nos mostra uma realidade assustadora: crise hídrica, mudanças climáticas, degradação ambiental. Num país grande como o Brasil, pode-se ver ao mesmo tempo as enchentes que devastam cidades no sul e a seca no sudeste. O cenário mundial não é diferente. De fato, estamos vivendo uma crise ambiental global.

Na perspectiva bíblica, essa crise ambiental tem uma origem conhecida. O relato da criação mostra que Deus nomeou o homem para cuidar e dominar sobre a natureza (Gn 1.26-30, 2.15). Mais tarde, foi a queda do homem que transtornou sua relação harmoniosa com a natureza (Gn 3.17-19). O que hoje observamos é consequência desse conflito. Como resolvê-lo?

Se é a presença do pecado que inabilita o homem para uma relação de cuidado e domínio harmonioso sobre a natureza, a restauração da criação começa com a restauração do próprio homem. E como não poderia ser de outra forma, Deus mesmo tomou a iniciativa de resolver esse conflito e restabelecer a harmonia em sua criação. O mundo é Dele. Ele é o Senhor de direito (Sl 24.1). Em Cristo, o homem é uma nova criação (2Co 5.17). Em Cristo, Deus reconciliou “consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão no céu, estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz.” (Cl 1.19,20).

Agora, toda natureza aguarda com grande expectativa que os filhos de Deus se revelem (Rm 8.19,20). A responsabilidade de cuidar da natureza continua sendo do homem. Ele é mordomo (administrador) da criação de Deus. Mas, na prática o que o homem tem feito é explorar, consumir e abusar dos recursos da natureza sempre em busca do seu próprio benefício.

O cenário de seca atual no estado do Espírito Santo, é mais uma vez o gemido da criação. Mais uma vez os filhos de Deus estão sendo chamados à cumprirem sua vocação. É um tempo para clamarmos a Deus pela chuva. Mas também é tempo para mudar nossos hábitos no consumo da água com soluções criativas. É tempo de vivenciarmos o propósito redentor de Deus para toda a criação.

Pastor Cleyton Cardoso

Deixe um comentário